Diante da morte do subtenente do Bope Gláucio Marcelo Fonseca da Silva e do ferimento de outros cinco policiais militares em um tiroteio no domingo (11/10), em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, o antropólogo e professor do Departamento de Segurança Pública da UFF, Lenin Pires, pesquisador do INCT-InEAC, deu entrevista ao jornal O Globo para analisar o caso.
A Polícia Militar investiga a hipótese de fogo amigo: segundo a corporação, agentes do 18º BPM teriam confundido uma abordagem do Bope com uma ação criminosa e atirado contra os colegas, em meio à baixa luminosidade. O episódio ocorreu na Rua Guilherme Moreira, na Freguesia, na região da Gardênia Azul.
Para Lenin, a comunicação entre os batalhões é essencial para evitar novos casos. Ele questiona por que a presença de cinco policiais do Bope atuando na área do 18º Batalhão não era conhecida pela unidade local e defende que a investigação verifique se houve aviso prévio e se a informação chegou aos agentes nas ruas.
O pesquisador também aponta que é preciso esclarecer como as equipes se apresentavam no momento do confronto, incluindo o uso de uniformes e a situação dos veículos, já que a informação sobre carros descaracterizados, por si só, não explica o possível erro de identificação.
Na avaliação dele, o caso exige examinar ainda a coordenação entre as unidades e a capacidade de comando das estruturas de segurança pública, sem perder de vista que ainda faltam elementos para reconstituir os fatos e definir responsabilidades.
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