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O antropólogo e professor do curso de graduação em Políticas Públicas da Universidade Federal Fluminense (UFF), Frederico Policarpo Mendonça Filho, pesquisador vinculado ao INCT/INEAC, foi contemplado no último dia 28 de Novembro, de 2019,  pela Academia Mundial de Ciência (TWAS, na sigla em inglês), com o prêmio TWAS para jovens cientistas (TWAS - LACREP Young Scientists Prize), na categoria de prêmios regionais (TWAS Regional Awards). A premiação é um reconhecimento à cientistas individuais de países em desenvolvimento que contribuem para o conhecimento científico em nove campos das ciências e/ou à aplicação de tecnologia ao desenvolvimento sustentável.

Um dos principais objetivos do TWAS é apoiar os pesquisadores que fizeram excelentes prestações para o avanço da ciência, medidos em termos do número e impacto de trabalhos de pesquisa científica publicados em periódicos reconhecidos internacionalmente.

“Esse prêmio é importante para mim porque ao mesmo tempo em que é um reconhecimento dos esforços feitos até aqui, também é um grande incentivo para seguir em frente investindo na pesquisa. Além disso, apesar de ser um prêmio individual, tenho absoluta consciência de que também é uma conquista institucional”, afirma Frederico.

O professor ressalta, ainda, que a universidade foi fundamental para essa conquista: “Devo também um agradecimento especial à Universidade Federal Fluminense (UFF) por ter proporcionado toda minha formação na pós-graduação e, agora, minha carreira como professor e pesquisador. Apesar da diminuição dos recursos ao longo dos anos, só pude me gabaritar e ganhar o prêmio por ter encontrado na UFF um ambiente acolhedor para a pesquisa. Nesse sentido, o prêmio é importante para mim porque também é da UFF!”

Matéria publicada no site da UFF http://www.uff.br/?q=professor-da-uff-e-premiado-pela-academia-mundial-de-ciencia

Com a participação da pesquisadora Perla Alves (INCT/INEAC), acontece no próximo dia 12 de dezembro de 2019, no auditório do 6o Grupamento de Bombeiro Militar de Nova Friburgo, o evento "21 dias de ações pelo direito a vida sem violência para todas".  A atividade tem como objetivo tratar a questão da violência contra a mulher para os profissionais do corpo de bombeiros do estado do Rio de Janeiro.
A pesquisadora Perla Alves irá apresentar o programa da Polícia Militar RJ que trata essa complexa questão: a patrulha Maria da Penha que atende diariamente mulheres vítimas que se encontram em um relacionamento abusivo.

 

O site do INCT INEAC reproduz aqui o artigo "Os nove de Paraisópolis: o terror policial e a sociedade anestesiada" do sociólogo Rodrigo Ghiringhelli de Azevedo, professor da Escola de Direito da PUCRS, membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e do INCT-InEAC, publicado no GAUCHAZH - https://gauchazh.clicrbs.com.br/seguranca/noticia/2019/12/os-nove-de-paraisopolis-o-terror-policial-e-a-sociedade-anestesiada-ck3t2kqtu02zc01rzkr8xp5t3.html.

 

Os nove de Paraisópolis: o terror policial e a sociedade anestesiada

Suas vidas já foram perdidas, mas é preciso tirar lições da tragédia do último fim de semana, defende professor e especialista em Segurança Pública

 

Rodrigo Ghiringhelli de Azevedo
Sociólogo, professor da Escola de Direito da PUCRS, membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e do INCT-InEAC

 

“Uma vida sem pensamento é totalmente possível, mas ela fracassa em fazer desabrochar sua própria essência – ela não é apenas sem sentido; ela não é totalmente viva. Homens que não pensam são como sonâmbulos.”
Hannah Arendt, em Eichmann em Jerusalém

Em sociedades em condições normais de convivência democrática, o ingresso de policiais militares em uma aglomeração de pessoas, com o emprego de violência e de atos de abuso de poder, por si só seria motivo de grande comoção pública. Se da ação resultasse a morte de nove jovens, cujos atos se limitavam à busca de um momento de lazer e diversão em um duro cotidiano de privações, seria motivo para convulsão social e uma rápida resposta das autoridades. No Brasil de 2019, o terror em Paraisópolis produziu artigos como este e matérias na TV. E só. 

A democracia não é apenas o regime político em que governantes são eleitos. Só pode ser chamada democrática a sociedade na qual o uso da força pelo Estado é regrado e controlado. Não há como negar que vivemos em um país marcado historicamente por uma cultura autoritária, que aceita e legitima a violência estatal contra grupos sociais vistos como ameaçadores e violentos. Desde a proclamação da República, os períodos de regime autoritário, como o Estado Novo e a ditadura militar, apenas reforçaram e direcionaram a ação arbitrária e violenta das polícias para finalidades políticas, mas pouco impactaram sobre a cultura institucional tradicionalmente voltada muito mais para a garantia da ordem pública do que para a garantia de direitos.

Desde a Constituição de 1988, é inegável que avançamos institucionalmente na promoção de uma cultura democrática de atuação e funcionamento das instituições policiais. Os processos de formação policial foram aperfeiçoados, os mecanismos de controle, discutidos e suas falhas, apontadas. Novos padrões de atuação policial foram delineados e passaram a orientar os processos de incorporação de novos policiais civis e militares.

Mas também não se pode negar que os avanços foram pequenos. As polícias seguiram pautadas por um modelo reativo, os currículos oficiais continuaram competindo com um fazer policial aprendido na socialização entre pares, reproduzindo padrões de atuação marcados pelo tratamento desigual e arbitrário.

O mais grave, no entanto, é a disseminação de uma narrativa pautada pela irracionalidade, segundo a qual a culpa pela violência é dos chamados “especialistas” e defensores dos direitos humanos. Se de um lado é certo que não há democracia e garantia de direitos sem uma polícia preparada, por outro é inegável que dar ao Estado carta branca para atuar nos conduz ao ambiente pré-moderno dos Estados Absolutistas, onde não se distingue a força pública de uma milícia a serviço dos donos do poder. Para enfrentar esse dilema, é preciso voltar a pensar. Que as vidas perdidas dos nove de Paraisópolis possam cumprir esse papel, seria uma justa homenagem.

 

 

 

Acontece hoje, 06 de dezembro de 2019, de 8h às 16h, o IV Seminário Nacional de Segurança Pública sem LGBTIFobia, com a participação de Páris Borges, pesquisadora vinculada ao INCT-InEAC, agente da PRF no Rio de Janeiro, mestranda do PPGSD/UFF e membro da RENOSP - LGBTI+. O evento acontece no auditório PAF 3 da UFBA Ondina (Av Ademar de Barros, Ondina, Salvador- BA).

Confira abaixo a programação:

Nessa quinta-feira, às 19h no ICHF - Instituto de Ciências Humanas e Filosofia da UFF, o Departamento de Antropologia da UFF vai homenagear os professores Roberto Kant de Lima, Marco Antonio da Silva Mello, Eliane Cantarino O’Dwyer e Simoni Lahud Guedes (in memoriam) . A cerimônia está dentro do calendário dos 50 anos do ICHF - UFF. Na ocasião, o auditório do bloco P receberá o nome de Auditório Simoni Lahud Guedes. O evento contará com a presença do Excelentíssimo reitor da UFF Antonio Claudio Lucas da Nóbrega.

A edição 2019 do Catálogo de Tecnologias Sociais da Universidade Federal Fluminense (UFF) será lançada nessa quinta-feira, dia 05 de dezembro, às 14 horas, em evento gratuito,  realizado no Auditório da Agência de Inovação (AGIR), localizado na Torre Nova do Instituto de Física, 3º andar, no campus Praia Vermelha. O Catálogo é uma realização da Coordenação de Inovação e Tecnologias Sociais e teve sua primeira edição em 2017. 

O Catálogo de Tecnologias Sociais tem como objetivo reunir experiências de tecnologia social, em curso, em fase piloto ou já finalizadas, desenvolvidas pela UFF por meio dos seus docentes, estudantes ou técnicos-administrativos. Com isso, busca produzir registro e memória sobre as ações, além de dar publicidade às experiências, fruto de projetos de ensino, pesquisa, extensão e/ou inovação.

A última edição do Catálogo conta com 38 experiências de tecnologia social catalogadas e desenvolvidas no âmbito da UFF. Com a edição de  2019, o número passa para 52 experiências de diferentes áreas e temáticas como acesso a direito e cidadania, inovação e saúde, geração de renda, redes e políticas públicas, entre outras.

Evento: Lançamento do Catálogo de Tecnologias Sociais de 2019

Data: 05/12/2019

Horário: 14 horas

Local: Auditório da AGIR – 3º andar, Torre Nova do Instituto de Física

Endereço: Avenida General Milton Tavares de Souza, s/n, Boa Viagem, Niterói – RJ

 

 
 
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