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Bruna Alvarenga

Bruna Alvarenga

O seminário “Segurança na Universidade: Uma pesquisa interdisciplinar e aplicada”, realizado nos canais do Youtube da Unitevê, INCT/InEAC e da LARA, discutiu sobre como pesquisar, analisar e resolver os problemas causados pelos conflitos, sejam eles no ambiente universitário, seja no entorno dos campis, através do projeto Lara, financiado pela FAPERJ.

A mesa teve participação de Antônio Cláudio, reitor da UFF; Klarissa Platero chefe do Departamento de Segurança Pública; Lenin Pires, Diretor do Iac/UFF; Robert Kant de Lima Coordenador do INCT/InEAC; Carlos Alberto Molcher Coordenador do GTECCOM/EE e Juliana Vinuto, Professora do Departamento de Segurança Pública.

Durante o evento, o reitor reitera a necessidade de construir um olhar mais alargado para ver os conflitos e as situações de violência e deseja que o projeto dê certo. Kant, um dos coordenadores, comenta sobre transferir os dados da pesquisa para a sociedade e institucionalizar a ciência.

É comentado durante o seminário que a iniciativa surgiu na observação de uma série de incidentes que rondam as universidades públicas e por isso, pensar num conceito de segurança universitária. O objetivo do Lara é conhecer, fazer diagnósticos dos conflitos e saber dessas inseguranças estabelecendo um contato direto com os estudantes, professores, funcionários para conseguirem apontar essas situações e elaborar protocolos para solucioná-las.


O uso do laboratório será para criar, construir mapas e registros usando a tecnologia, pois a FAPERJ irá apoiar com computadores, câmeras de segurança, dentre outros tipos de conhecimento. Carlos Molcher comentou sobre a multidisciplinaridade do projeto na área tecnológica e na composição da equipe de diferentes setores como por exemplo, a tecnologia, engenharia, ciências sociais, engenharia de telecomunicação e segurança pública. O problema de segurança não é apenas relacionado a assaltos ou violência do tipo, mas também na manutenção de um elevador, da energia elétrica com os recursos da própria instituição.


Carlos ainda afirma a necessidade desse centro para concentração dos dados e assim serem feitas as análises. A UFF é um exemplo de cidade inteligente pelo fato de integrar a tecnologia para a melhoria de vida.

Segundo Klarissa Platero, o projeto fará o uso das ocorrências policiais denunciadas nas delegacias próximas dos campis das Universidade Federal Fluminense, de ferramentas de engajamento, e pesquisa de vitimização com a comunidade da UFF por meio de entrevistas, questionários e grupos focais por enquanto de forma online; essa pesquisa de vitimização é para saber sobre casos onde não houve a denúncia oficial e consequentemente, não aparecem nos dados.


De acordo com a professora Juliana Vinuto, a realização do projeto LARA tem como objetivo a comunicação contínua com a comunidade, fomentando um canal democrático de diálogo, prestar contas pelas ações promovidas e possibilitar um meio de direcionar os membros das comunidade universitária em falar sobre os conflitos.


Lenin Pires, finalmente, assinala que o projeto visa o congraçamento de conhecimentos disciplinares para possibilitar trajetos formativos que disponibilizem novos conhecimentos no mercado de competências envolvendo tecnologias para administração institucional de conflitos.

LARA auxiliará estudantes, docentes, técnicos e comunidade acadêmica a encontrar informações e soluções para administrar conflitos de diferentes naturezas no ambiente universitário e seu entorno.

Nascida do projeto "Universidade e Segurança: paradoxos nos processos de administração de conflitos em campi universitários do Estado do Rio de Janeiro", com financiamento da FAPERJ, reúne uma equipe interdisciplinar de profissionais de ciências sociais, engenharia de computação, estatísticos, geógrafos, profissionais ligados ao STI, entre outros.

Confira em anexo a programação completa do 11º Congresso Internacional de Ciências Criminais - "Jurisdição Constitucional e Reformas Penais em Tempos de Pandemia" - PUCRS, que acontece nos dias 11, 12 e 13 de novembro de 2020, na modalidade online.

 

Principais resultados da pesquisa Policiamento Ostensivo e Relações Raciais que será apresentada dias 21 e 22 out, às 16h no canal YouTube do InEAC (/ineac).
Confira a programação do seminário clicando aqui.

Policiais reconhecem existência do racismo, mas negam prática discriminatória; números apontam que pessoas negras têm entre 3 e 7 vezes mais chance de sofrerem violência policial

 

Nos dias 21 e 22 de outubro ocorrerá o Seminário Policiamento Ostensivo e Relações Raciais, que divulga os resultados da pesquisa coordenada pela UFSCar, num projeto em rede, com o apoio do INCT-InEAC, feito nos estados de SP, MG, RS e DF. A pesquisa enfocou o modelo de policiamento ostensivo e seus impactos na produção da desigualdade racial na segurança pública. A pesquisa foi financiada com recursos do CNPq.

Foram analisados dados quantitativos de prisões em flagrante e letalidade policial por cor/raça. Foram feitas entrevistas em profundidade com policiais militares sobre o tema polícia e racismo, permitindo conhecer o que policiais brancos e negros, oficiais e praças, pensam sobre o tema. O seminário contará com a exposição de pesquisadores e o comentário de policiais sobre os resultados encontrados.

Os resultados apontam que pessoas negras sofrem de 3 a 7 vezes mais punições do que as pessoas brancas.

Os policiais associam pessoas negras a atitudes “suspeitas”. A proporção de prisões em flagrante de pessoas negras em relação às brancas chega a ser até quatro vezes maior (ponderando o número de brancos e negros na população). As pessoas negras são alvo mais frequente de uso letal da força. A depender do ano e do distrito, a chance matemática de uma pessoa negra ser morta pela polícia é de 3 a 7 vezes maior do que a chance de um branco receber o mesmo tratamento. Esse quadro foi obtido por meio de dados oficiais de São Paulo e Minas Gerais, pois a deficiência das estatísticas dificulta fazer o acompanhamento em todos os estados.

Os policiais explicam que seu trabalho é baseado na busca ativa de atitudes suspeitas, que a grande maioria dos policiais descreve como sendo características corporais, de vestimenta, de gestual, de modo de andar e olhar, e até de cortar o cabelo. Dessa forma, não são atitudes impessoais que eles procuram, mas tipos físicos estigmatizados, estereótipos sobre o corpo e características culturais forjadas pelo racismo.

As instituições negam a existência de evidências de discriminação racial na atuação policial, o que dificulta discutir soluções para reverter o quadro e melhorar as técnicas de trabalho policial. Os cursos preparatórios não discutem diretamente os efeitos perversos do uso da força letal ou da filtragem racial, que vão desde o constrangimento sistêmico das pessoas negras em sua liberdade de ir e vir, à experiência de ser vítima da brutalidade policial; da desconfiança sistemática na relação polícia-sociedade, até a impunidade de pessoas brancas que cometem crimes sem se tornarem alvo da vigilância das guarnições.

As polícias não ensinam outros métodos de como fazer o trabalho preventivo sem que os policiais tenham que usar o olhar sobre o corpo como única base de sua decisão de intervir. Mesmo a tecnologia de informação empregada na ação policial está baseada em identificar corpos e rostos suspeitos e destacá-los da multidão.

Os policiais negros ouvidos pela pesquisa sabem que o método é discriminatório e violento. Alguns sentem receio de serem abordados por colegas quando estão a paisana ou dirigindo seus carros particulares. Os policiais também afirmam o orgulho de participar de uma corporação que emprega profissionais negros e favorece sua ascensão social, por meio do concurso público. A maioria dos policiais admite que exista racismo na sociedade brasileira, mas nega que a polícia seja parte do problema e, portanto, que possa fazer parte da solução.

 

Serviço: Seminário Policiamento Ostensivo e Relações Raciais

Dias: 21 e 22 de outubro de 2020, às 16 horas

Meio: Canal do Youtube do InEAC

Contato: Jacqueline Sinhoretto (Professora do Depto de Sociologia da UFSCar): (11) 99707- 5187 ; Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

 

Relatório completo da pesquisa disponível em http://www.gevac.ufscar.br/policiamentoostensivo-e-relacoes-raciais-relatorio-de-pesquisa/
No dia 21 de outubro será divulgado o sumário executivo, com os principais achados da pesquisa, no link acima.

Programação do seminário:
MESA I – POLICIAMENTO OSTENSIVO E FILTRAGEM RACIAL (21/10, 16h)
Eduardo Batitucci (FJP/InEAC)
Henrique Macedo (UFSCar/InEAC)
Gilvan Gomes da Silva (UnB/PMDF)
Juliana Leme (UFF/PMMG)
Mediação: Jacqueline Sinhoretto (UFSCar/InEAC)

MESA II – POLICIAIS E DESIGUALDADES RACIAIS (22/10, 16h)
Haydée Caruso (UnB/InEAC)
Felipe Zilli (FJP/InEAC)
Luiza Dutra (PUCRS/InEAC)
Major Albuquerque (BM-RS)
Mediação: Rodrigo Ghiringhelli de Azevedo (PUCRS/InEAC)

 

 

Está disponível no Youtube a aula 16 do curso de extensão "Questões de Gênero", intitulada "Questões de Gênero no Brasil Colônia", com a professora Dra. Lana Lage, pesquisadora vinculada ao INCT-InEAC.
 
assista no link: https://www.youtube.com/watch?v=Ew54aO2A_QY&feature=youtu.be
Segunda, 28 Setembro 2020 16:36

InEAC AO VIVO: Aviso semana 28.09 - 02.10

ATENÇÃO! As lives 'para sua ciência' (que aconteceria terça-feira, às 20h) e "sexta básica" (que aconteceria sexta-feira, às 17h) não acontecerão essa semana (retornaremos à programação normal semana que vem!).

A live "luz vermelha" voltará a acontecer após as eleições.

 

 

 

GTs e mesas aprovados na reunião da ANPOCS, com pesquisadores do INCT-InEAC, que farão parte do 44º Encontro Anual da ANPOCS. O encontro acontecerá entre os dias 01 e 11 de dezembro de 2020, na modalidade online.

"Você trabalha ou só dá aula?" Os desafios da integração das ciências sociais na formação dos operadores do direito
Pedro Heitor Barros Geraldo (InEAC-UFF) 
Michel Lobo Toledo Lima (UVA / INCT-InEAC)
Barbara Gomes Lupetti Baptista (UFF e UVA)
Cristina Maria Zackseski (Unb)
Paulo Eduardo Alves da Silva (USP/Ribeirão Preto)

Pelas brechas do Estado: pesquisas socioantropológicas na interface com agentes estatais e gestores de políticas públicas no Brasil
Leandro Marques Durazzo (UFRN)
Paula Manuella Silva de Santana (UFRPE)
Izabel Saenger Nuñez (UFF e INEAC)
Felipe Sotto Maior Cruz (UnB)
Ana Letícia de Fiori (UFAC)

Transformar o luto em luta: A política dos terreiros no século XXI
Ana Paula Mendes de Miranda (UFF)
Luena Nascimento Nunes Pereira (UFRRJ)
Joana Bahia (UERJ)
Ilzver de Matos Oliveira (Universidade Tiradentes)

Vigilância eletrônica, tornozeleiras e (des)controles: abordagens teóricas, metodológicas e empíricas a partir do Direito e das Ciências Sociais em perspectiva comparada
Rodrigo Ghiringhelli de Azevedo (PUCRS)
Andréa Maria Silveira (UFMG)
Rafaelle Lopes Souza (UFMG/CRISP)
Ricardo Urquizas Campello (USP)
Welliton Caixeta Maciel (Universidade de Brasília (UnB)

Os Mestrados Profissionais em Ciências Sociais e  a Qualificação dos Profissionais da Educação
Danyelle Nilin Gonçalves (UFC)
Ana Paula Miranda (UFF)
Amurabi Oliveira (UFSC)
Maria de Assunção (UFCG)
Vânia Fialho (UPE/UFPE)

Mulheres pesquisando segurança pública, justiça e violência urbana: centralizando gênero, raça e diferença como ferramentas de produção de conhecimento
Flavia Medeiros (UFSC)
Stephanie Virginia Reist (UFRRJ/IM)
Juliana Vinuto Lima (UFF)
Andressa Lidicy Morais Lima (UnB)

Mais informações: https://www.anpocs2020.sinteseeventos.com.br/conteudo/view?ID_CONTEUDO=563

Segunda, 21 Setembro 2020 18:43

InEAC AO VIVO: Aviso sobre programação

Oi, pessoal! Como havíamos divulgado, estávamos reestruturando nossa programação do InEAC AO VIVO. Agora voltamos com novidades!

As lives "para sua ciência", "antropopapo" e "um covid à reflexão" acontecerão, em forma de revezamento, às quartas-feiras, às 20h. A live "sexta básica" acontecerá na 1ª sexta-feira do mês, às 17h. Já a live "luz vermelha" seguirá acontecendo normalmente toda sexta-feira, às 21h.

Fiquem de olho nas nossas redes sociais para mais informações sobre nossa programação completa! Lembrando que alguns horários podem sofrer alterações (avisaremos com antecedência!).

Confira a programação dessa semana (21.09 - 25.09) do InEAC AO VIVO:

(iremos atualizando a programação ao longo da semana)

 

Segunda-feira (21.09)

II Colóquio de Monografias em Antropologia

Tema: "Antropologia antes e antropologia hoje? Novas formas de trabalho de campo" (Mesa de Abertura)

Convidados: Izabel Nuñez, Jean Segata e Hugo Virgílio

Transmissão: dia 21.09, às 18h, Youtube: /ineac 
Facebook: /inctineac 

Mesa de Conversa

Tema: "Encarceramento em massa e gestão prisional"

Convidados: Kátia Mello (UFRJ/InEAC), Marcelo Campos (UFGD/InEAC), Carol Bispo (Elas Existem) e Pedro Bodê (UFPR)

Transmissão: dia 21.09, às 20h, Youtube: /ineac
Facebook: /inctineac 

 

Quarta-feira (23.09)

II Colóquio de Monografias em Antropologia

Transmissão: dia 23.09, às 18h, Youtube: /ineac 
Facebook: /inctineac



Antropopapo

Tema: "Pontos de vista e lugares de fala: uma perspectiva antropológica"

Apresentação: Hully Falcão (PPGA/InEAC/UFF)

Convidados: Flavia Medeiros (UFSC/InEAC)

Transmissão: dia 23.09, às 20h, no nosso perfil do Instagram (@inctineac).


Sexta-feira (25.09)

Luz Vermelha

'TERRA EM TRÂNSITO'

A baixa eficiência no uso do espaço urbano em transporte é um dos principais aspectos que impactam a mobilidade nas cidades.

O programa LUZ VERMELHA desta sexta-feira, dia 25.09, convoca para o debate sobre mobilidade urbana, políticas públicas, engarrafamentos, violência no trânsito, ciclovias e acessibilidade.
Para isso, contamos com as participações do sociólogo e taxista Mauro Villar, do cicloativista Luís Araujo, do músico e ciclista Zeh Netto, do técnico do Judiciário e cadeirante Murilo Azevedo e do Luiz Claudio Costa (Comunicação Eco Ponte).

Apresentação: Claudio Salles (jornalista- LEMI/INCT-InEAC)
Convidados: sociólogo e taxista Mauro Villar, o cicloativista Luiz Araujo e o músico e ciclista Zeh Netto.

Transmissão: dia 25.09, às 21h, nas redes:

Youtube: /ineac e /claudiosalles
Facebook: /inctineac e /CSalles40

Produção - Marcus Menezes, Mylene Castro, Marcus Menezes e Bruna Alvarenga.
CURTA – COMENTE – COMPARTILHE E SE INSCREVA NO CANAL

Esperamos vocês nas nossas lives! 




 

Quinta, 17 Setembro 2020 18:50

II Colóquio de Monografias em Antropologia

 

II Colóquio de Monografias em Antropologia

Na próxima segunda-feira, 21.09, o II Colóquio de Monografias em Antropologia recebe Izabel Nuñez, Jean Segata e Hugo Virgílio para falar sobre "Antropologia antes e antropologia hoje? Novas formas de trabalho de campo".

A transmissão acontece às 18h, no nosso canal do Youtube (clique aqui)!

 

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